GATA YNDA

Libertei-me de preconceitos e deitei as unhas de fora. Ganhei coragem para partilhar a minha intimidade. Até agora confissões feitas em silêncio num diário em cujas linhas eu me revelava uma mulher por inteiro. Casada, mãe, empresária, amante e ávida de aventuras. Face aos apelos do meu corpo a instintos carnais frequentes senti-me muitas vezes só. Este blog destina-se a todas nós Gatas(os) em Telhado de Zinco Quente... que querem “ronronar”.P.S. Sou muito sexy a dar marradinhas.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Luta interior

Recebi este email da minha melhor amiga e fiquei destroçada:

Querida;

Não sei o que fazer da minha vida. Sinto-me manietada e só penso numa solução drástica para resolver tudo de uma só vez.
Não tenho a tua força, a tua coragem e não sou capaz de lidar com a situação em que me encontro. A idade por vezes tem destas coisas e quase sinto vergonha da vontade que tenho de viver aventuras como se fosse uma adolescente.
Amo um homem extraordinário, que me proporciona uma vida de qualidade, tranquila mas não monótona e rotineira. Há sempre uma surpresa, um gesto de carinho, uma surpresa preparada. Diria mesmo que existe uma espécie de ligação astral que nos une. Penso muito nele e de como é doce a sua forma de me tratar. Contudo, reencontrei um homem que não via há vinte anos e com quem cheguei mesmo a trabalhar. Frente a frente pensei: está mais charmoso, mais calmo e também é cavalheiro. Disse-me que está com 57 anos e eu nem associo ao homem que conheci. Entre nós houve uma empatia e acabámos por conviver até chegar o momento em que não adiámos mais a vontade de unir os nossos corpos. Soube-me bem e é para manter um contacto esporádico, livre de sentimentos fortes, é o meu amigo colorido.
Entretanto e desde há uns tempos para cá, ando a flirtar com um homem, imagina só, mais novo do que eu. Inédito em mim, mas muito, muito estimulante. Por vezes penso que não vai nunca acontecer nada de nada. Outras vezes sinto uma aproximação e neste enredo de possibilidades, a verdade é que me apetece experimentar de tudo.

Infeliz por conveniência

Estou numa fase muito positiva da minha vida. Sinto-me bem com a minha idade, a nível familiar e profissional tudo corre pelo melhor e com as minhas escapadelas à rotina vou mantendo uma aura de colorido que me ilumina o dia-a-dia.
O que mais lamento é que conheço casos de mulheres que não se sentem preenchidas em nenhuma área da vida e por receio ou vergonha, nada façam para alterar essa situação.
E se pensam que muitas destas mulheres não se libertam por serem de baixa condição social e por isso terem parcos meios para fazer uma extravagância enganam-se. Essas, na sua maioria são mais atrevidas e mesmo sabendo os riscos que correm acabam por ter um ou outro caso.
É nas classes média-alta e alta que muitas mulheres se castram e vivem frustradas uma existência fictícia feliz em troca de uma posição social. E não só, quantas delas são até vítimas conscientes das traições do marido (violência psicológica) ou vítimas de maus tratos (violência física) ou até ambas? Mas tudo consentem porque já sabem que no Verão farão um cruzeiro ou que um novo colar de diamantes irá ocupar lugar no guarda jóias.
Triste mas real é o que mais se passa na nossa sociedade que sabe, vê, cala e consente.
E aqui para nós, nada disto faz sentido. Há que viver a vida em pleno e aproveitar a nossa passagem por este mundo.

domingo, janeiro 21, 2007

Diferente, mas fenomenal

Era um dia normal
trabalho, casa:um ritual
Mas sem eu saber
alguém preparava com amor
uma noite de prazer.
O dia correu como sempre
Reuniões, almoço, documentos
e mais documentos.
Uma saída rápida para levar o miúdo
ao karaté e deixar roupa na lavandaria.
E sem eu saber alguém
preparava com amor
uma noite especial, repleta de prazer.
Quando ia a sair, o meu amor
agarrou-me na mão e disse.
Hoje é por aqui:O miúdo está com a tia.
Faz o favor de me seguir.
Entrei no carro dele entusiasmada
e deixei-me conduzir.
Entrámos num hotel e
fizemos amor até eu me vir.
Depois de um duche
fomos jantar e regressámos ao quarto
para continuar.
Agora sou eu que lhe quero mostrar
que vai ter um orgasmo
intenso e ímpar.
Cúmplices, saímos e fomos buscar
o nosso filho.
Entrámos em casa e satisfeita
pensei:que dia tão bom
passou de normal a diferente
e assumo que foi fenomenal.

Os poderes da lua.

Uma destas noites, após uma semana particularmente cansativa, acordei subitamente, mal-disposta e em verdadeiro estado de pânico. Acendi a luz e logo que identifiquei que estava tudo bem, que me encontrava no meu quarto, fiquei mais calma. Só posso ter tido um pesadelo mas o mais estranho é que por mais que me esforçasse para recordar o que estaria a acontecer não me lembro. Se foi um pesadelo, foi forte e feio pois a sensação de mal-estar mantinha-se e o suor escorria por mim. Ao meu lado, o meu marido dormia placidamente o que só confirmava que não houve nenhum barulho ou outra coisa que medeixasse assim.
Saí do meu quarto e fui ao do meu filho. Também ele dormia o sono dos justos. Suavemente dei-lhe um beijo na testa e saí.
Resolvi descer até à cozinha e preparei um chá verde. Agarrei na chávena e fui para a janela saboreá-lo. Espantada observei que nas casas em redor, algumas também tinham uma janela com luz e o recorte feminino de algumas vizinhas destacava-se da luminosidade. Ora essa, pensei e olhei para o céu. Estava lua cheia!.
Acabei o chá e subi os degraus dois a dois. Beijei a orelha do meu marido que nem se mexeu. Se a minha semana foi má, a dele então...
Decidi não o acordar e fui buscar um vibrador, último modelo que ambos tinhamos comprado. Já muito excitada, fui para a casa de banho e introduzi o meu "amante" que vibra e deixei-me levar pelas ondas de prazer que me provocou. Estava quase a vir-me quando o retirei para prolongar a brincadeira por mais um tempinho. Repeti a introdução e quando estava a começar a gemer, a porta abriu-se o o meu marido entrou, sorriu e caminhou para mim. Com doçura, tirou-me o vibrador da vagina, pegou-me em colo e deitou-me na cama. Possuiu-me com intensidade e orgasmo foi brutal. No final, segredou-me: amo-te, podias ter-me acordado, adorei fazer amor a esta hora.
Fechei os olhos e caí num sono profundo, relaxada e apaziguada. Não posso negar que sucumbi aos poderes da lua

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A ocasião faz o ladrão

As mulheres querem, cada vez mais ter prazer e sexo de qualidade e em prol do mesmo procuram relações isentas de compromisso, realizando as suas fantasias. Assim ganham terreno e recuperam, parte da auto-estima que lhes era negada por parecer mal.
Assim, dissociar o prazer físico do compromisso permite-lhes procurar companheiros de ocasião que lhes proporcionam o prazeer desejado. E minhas amigas, é tão fácil chamar a a atenção de um homem convidando-o e incitando-o a um jogo de sedução em que ele anteveja um vale tudo.
Associado a este padrão comportamental, o quarto perde o lugar de destaque como eleito para amar e opta-se por ousar fazer amor em locais que, por interdito a tais práticas, aumentam an líbido e redobram o prazer.
Atrevam-se a experimentar fazer amor num prédio em construção, ou no parque de estacionamento de um hipermercado. Porque não? Afinal, a ocasião faz o ladrão.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Às compras numa sexshop

Hoje em dia existe uma panóplia de artigos que estimulam a sexualidade a solo ou acompanhada. Porque não tenhamos pudores, há muitos casais que por força da rotina do dia-a-dia deixam de usufruir de uma sexualidade de qualidade e encaram o sexo como uma obrigação, não por prazer.
Eu cá não caio nessa e sempre que descubro uma novidade vou ver do que se trata para, caso me interesse, poder experimentar.
Foi assim que numa tarde de sábado eu e o meu marido andávamos a às compras num conhecido shopping quando deparámos com um loja especializada em artigos vocacionados para o sex. Entrámos cúmplices e brincalhões na sexshop e fomos inspeccionando tudo o que estava exposto.
Tão entretidos andávamos que nem nos apercebemos, que o empregado já estava a ficar desconfiado e acabou mesmo por abordar-nos:
"Os senhores precisam de ajuda?" - inquiriu.
Olhámos para ele e o meu marido respondeu com correcção que estávamos só a ver as novidades pois já não éramos novatos nestas andanças. E eu adiantrei: "temos vários artigos eróticos e como estávamos de passagem... Tem aalguma sugestão a fazer?"
O empregado, com um aspecto radical, piercing e tatuado, paracei mais atrapalhado que nós que estávamos ali por opção e por convicção. Face à reacção dele, agradeci a ajuda mas atirei que eu própria vou escolher.
E como sempre fizémos, comprámos um gel lubrificante, um anel peniano e pouco mais.
Mas não se preocupem. Em casa nós damos bem conta do recado, com ou sem acessórios, com um filme pornográfico ou sem nada, o sexo entre gatos assanhados é sempre gratificante.
Arranhadelas de prazer para todos...

domingo, janeiro 07, 2007

Um amigo especial

O sexo é, para a maioria das pessoas, uma das melhores coisas da vida. Só assim se compreende que muitos casais não se cansem e quanto mais amor fazem mais apaixonados e relaxados se sentem. É a partilha de dois seres que se amam.
Pessoalmente, quando faço amor com o meu marido o sentimento comum aos dois é o da partilha total. Não há perda para nenhuma das partes. O que sentimos transforma o acto de amar num momento sublime e superior em que nos alimentamos um ao outro, recarregando ambos os corpos com uma energia especial e muito reconfortante.
Para nós, que aceitamos a não exclusividade sexual é importante a nossa forte ligação sexual. Caso contrário, o risco de sentir ciúmes seria um entrave às experiências extra-conjugais. Sinto-me privilegiada e feliz por fazer parte de um universo de pessoas que vivem a sexualidade de uma forma descomplexada, consciente e muito realizada.

Ontem, dia de reis, fiz amor como uma rainha com um "escravo" sexual. Conheço o André há muito tempo e de vez em quando encontramo-nos para po o sexo em dia. Ele já passou por dois casamentos dos quais tem três filhos e sinto que sofre por não conseguir ser feliz. Sempre que estamos juntos é impossível não questionar como é que um amante tão capaz pode ser tão frágil no dia-a-ia.
O André é muito alto e musculado, vinga-se no ginásio para libertar energias, mas diz-me com graça que o seu melhor "aparelho" sou eu. A forma despudorada e até brutal com que nos amamos faz concorrência a qualquer sessão de musculação.
O corpo dele envolve-me e impede-me de pensar em algo mais que não no momento em si. Penetra-me e acaricia-me e quando parace que vamos ter um orgasmo ele trava a impetuosidade dos corpos e sai de dentro de mim, para recomeçar. Ora devagar ora freneticamente, ofegamos e os nosos corpos transpirados pactuam neste jogo sexual. Depois de eu atingir o orgasmo ele olha-me, sorri e em movimentos rápidos vem-se sem conter as palavras libertadoras de um momento desejado. Depois não sai de dentro de mim e quando menos espero está de novo virilmente erecto e esfomeado para me foder. A sexualidade tem destas coisas, e a palavra foder assume um marcador estimulante que me faz gritar enquanto lhe digo fode-me, fode-me o mais que puderes... Só mesmo o André, observador e conhecedor do meu corpo para me lançar: gostas mesmo, não gostas? Lambe-me os lábios e beija-me com ardor, substitui o pénis com dois dedos e faz-me gemer de prazer, pega em mim e vira-me, senta-me no seu sexo e eu jogo-me para trás, perdida, completamente perdida de prazer. Nunca sabemos quando vamos voltar a encontrar-nos, mas a certeza que de existe sempre uma próxima vez não deixa saudades.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Recomeçar

A vida vai passando e todos os anos se reforçam votos de concretização de sonhos e desejos pessoais.
Para todos só desejo que este ano de 2007 seja um ano de revelações, de desprendimento em relação a preconceitos e ao que pode parecer mal aos olhos da sociedade. Incito todos a serem verdadeiros, primeiro convosco próprios e depois com os outros.
No que diz respeito à area do amor, espero que este ano os apaixonados vivam com intensidade todas as emoções que o amor desperta e elevem-nas à extrema potência. Façam amor e usufruam de toda a energia que os corpos exalam. Todos os que investirem no amor, viverão a vida numa plenitude total. Eu, pela minha parte faço tensões de praticar bastante com o meu marido e com... o que o destino me proporcionar.