Infeliz por conveniência
Estou numa fase muito positiva da minha vida. Sinto-me bem com a minha idade, a nível familiar e profissional tudo corre pelo melhor e com as minhas escapadelas à rotina vou mantendo uma aura de colorido que me ilumina o dia-a-dia.
O que mais lamento é que conheço casos de mulheres que não se sentem preenchidas em nenhuma área da vida e por receio ou vergonha, nada façam para alterar essa situação.
E se pensam que muitas destas mulheres não se libertam por serem de baixa condição social e por isso terem parcos meios para fazer uma extravagância enganam-se. Essas, na sua maioria são mais atrevidas e mesmo sabendo os riscos que correm acabam por ter um ou outro caso.
É nas classes média-alta e alta que muitas mulheres se castram e vivem frustradas uma existência fictícia feliz em troca de uma posição social. E não só, quantas delas são até vítimas conscientes das traições do marido (violência psicológica) ou vítimas de maus tratos (violência física) ou até ambas? Mas tudo consentem porque já sabem que no Verão farão um cruzeiro ou que um novo colar de diamantes irá ocupar lugar no guarda jóias.
Triste mas real é o que mais se passa na nossa sociedade que sabe, vê, cala e consente.
E aqui para nós, nada disto faz sentido. Há que viver a vida em pleno e aproveitar a nossa passagem por este mundo.


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