Finalmente o fim-de-semana está à porta e apesar do anunciado mau tempo, que se lixe, dá para relaxar e aproveitar cada minuto ao máximo. Sim que esta semana tem sido recheada de trabalho, de burocracias, de assuntos para resolver como renovar o passaporte, refazer contratos de leasing, atender clientes e assinar papelada com fartura. Como prazeres familiares fui assistir ao treino de karaté do meu filho e ainda tivemos o jantar de aniversário do meu sogro.
Como faltava um qualquer click, lá quis o meu destino que o mesmo se desse. Casualmente e em plena Av. principal encontrei um amigo que já não via há uns anos. Buzinei, acenei-lhe e ainda tivemos tempo para trocar dois beijos. Foi bom vê-lo, traz-me recordações várias de muitos momentos de convívio. Mas o mais engraçado é que a sua presença sempre me incomodou, pela sua forma de falar, de brincar, de abordar assuntos com uma certa frieza e a quase tudo dar uma conotação sexual, que na altura me fazia (palavras dele) jogar ao toca e foge. Sabem, aliciar mostrar um doce mas não deixar tirar o papel para o saborear? Pois é eu e o Y brincávamos com esta situação. Sinto que se tenho tido coragem poderíamos ter tido uma aventura bem condimentada. Ou talvez me engane e pareça presunçosa. Na verdade, além de almoços e jantares nunca fomos mais além do que um beijo com sabor a pêssego que justiça seja feita fui eu que lho dei.
O resultado deste fugaz reencontro serviu para trocarmos telefonemas e mails e o inevitável convite para sair surgiu. Não pensei duas vezes, e disse que sim, vou jantar com ele. JANTAR, a palavra não me sai da cabeça porque a verdade é que esta saída pode proporcionar algo que no meu íntimo ficou por fazer. Quem me dera saber se ele pensa da mesma forma...
Resumindo, estou , como diz o povo com água na boca e cá entre nós meus amigos de vagina lubrificada. A sério, tantas vezes imaginei como seria o Y por baixo de mim (sim, lembrem-se que sou clitoriana e aviso que tenho muitas revelações a fazer sobre este assunto), eu por baixo dele e os movimentos ondulantes dos nossos corpos esguios. O pior é ignorar se será que conseguimos olhar-nos nos olhos durante o JANTAR!? Acho que sim e vou surpreendê-lo ou pelo menos tentar, aparentando um ar tranquilo, maduro mas que esconde um "salta-me para cima" "estou tão excitada que até me dói" "penetra-me, lambe-me e deixa-me saborear-te".
Tal como o acaso nos cruzou neste dia também só no momento ambos vamos perceber o que estamos prontos (ou não) a fazer. Confio nele e na sabedoria que tanto apregoou, porque lá conversa tem ele. Neste momento não faço idéia do que estará a fazer, mas adivinho um serão em família já que, tal como eu ele é casado e bem e tem um filho que adora. Eu vou para a cama ronronar com o meu marido e brincar com a sua bela cauda erecta. Mas não duvidem que quando atingir o orgasmo vou estar a pensar no Y.
Imaginem toda a situação e partilhem deste doce pecado...