GATA YNDA

Libertei-me de preconceitos e deitei as unhas de fora. Ganhei coragem para partilhar a minha intimidade. Até agora confissões feitas em silêncio num diário em cujas linhas eu me revelava uma mulher por inteiro. Casada, mãe, empresária, amante e ávida de aventuras. Face aos apelos do meu corpo a instintos carnais frequentes senti-me muitas vezes só. Este blog destina-se a todas nós Gatas(os) em Telhado de Zinco Quente... que querem “ronronar”.P.S. Sou muito sexy a dar marradinhas.

domingo, janeiro 07, 2007

Um amigo especial

O sexo é, para a maioria das pessoas, uma das melhores coisas da vida. Só assim se compreende que muitos casais não se cansem e quanto mais amor fazem mais apaixonados e relaxados se sentem. É a partilha de dois seres que se amam.
Pessoalmente, quando faço amor com o meu marido o sentimento comum aos dois é o da partilha total. Não há perda para nenhuma das partes. O que sentimos transforma o acto de amar num momento sublime e superior em que nos alimentamos um ao outro, recarregando ambos os corpos com uma energia especial e muito reconfortante.
Para nós, que aceitamos a não exclusividade sexual é importante a nossa forte ligação sexual. Caso contrário, o risco de sentir ciúmes seria um entrave às experiências extra-conjugais. Sinto-me privilegiada e feliz por fazer parte de um universo de pessoas que vivem a sexualidade de uma forma descomplexada, consciente e muito realizada.

Ontem, dia de reis, fiz amor como uma rainha com um "escravo" sexual. Conheço o André há muito tempo e de vez em quando encontramo-nos para po o sexo em dia. Ele já passou por dois casamentos dos quais tem três filhos e sinto que sofre por não conseguir ser feliz. Sempre que estamos juntos é impossível não questionar como é que um amante tão capaz pode ser tão frágil no dia-a-ia.
O André é muito alto e musculado, vinga-se no ginásio para libertar energias, mas diz-me com graça que o seu melhor "aparelho" sou eu. A forma despudorada e até brutal com que nos amamos faz concorrência a qualquer sessão de musculação.
O corpo dele envolve-me e impede-me de pensar em algo mais que não no momento em si. Penetra-me e acaricia-me e quando parace que vamos ter um orgasmo ele trava a impetuosidade dos corpos e sai de dentro de mim, para recomeçar. Ora devagar ora freneticamente, ofegamos e os nosos corpos transpirados pactuam neste jogo sexual. Depois de eu atingir o orgasmo ele olha-me, sorri e em movimentos rápidos vem-se sem conter as palavras libertadoras de um momento desejado. Depois não sai de dentro de mim e quando menos espero está de novo virilmente erecto e esfomeado para me foder. A sexualidade tem destas coisas, e a palavra foder assume um marcador estimulante que me faz gritar enquanto lhe digo fode-me, fode-me o mais que puderes... Só mesmo o André, observador e conhecedor do meu corpo para me lançar: gostas mesmo, não gostas? Lambe-me os lábios e beija-me com ardor, substitui o pénis com dois dedos e faz-me gemer de prazer, pega em mim e vira-me, senta-me no seu sexo e eu jogo-me para trás, perdida, completamente perdida de prazer. Nunca sabemos quando vamos voltar a encontrar-nos, mas a certeza que de existe sempre uma próxima vez não deixa saudades.

1 Comments:

At 1:01 p.m., Anonymous Anónimo said...

Lamento, mas não estou nada de acordo com a afirmação de que "O sexo é, para a maioria das pessoas, uma das melhores coisas da vida."
Se fosse assim, não teria tantos comentários como aqueles que tem de pessoas, sexualmente, (muito) insatisfeitas. Acho que seria melhor dizer que para uma pequena minoria é muito importante. A grande maioria satisfaz-se com o futebol, a comida, os mexericos e outros prazeres (!) afins...

 

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