Os poderes da lua.
Uma destas noites, após uma semana particularmente cansativa, acordei subitamente, mal-disposta e em verdadeiro estado de pânico. Acendi a luz e logo que identifiquei que estava tudo bem, que me encontrava no meu quarto, fiquei mais calma. Só posso ter tido um pesadelo mas o mais estranho é que por mais que me esforçasse para recordar o que estaria a acontecer não me lembro. Se foi um pesadelo, foi forte e feio pois a sensação de mal-estar mantinha-se e o suor escorria por mim. Ao meu lado, o meu marido dormia placidamente o que só confirmava que não houve nenhum barulho ou outra coisa que medeixasse assim.
Saí do meu quarto e fui ao do meu filho. Também ele dormia o sono dos justos. Suavemente dei-lhe um beijo na testa e saí.
Resolvi descer até à cozinha e preparei um chá verde. Agarrei na chávena e fui para a janela saboreá-lo. Espantada observei que nas casas em redor, algumas também tinham uma janela com luz e o recorte feminino de algumas vizinhas destacava-se da luminosidade. Ora essa, pensei e olhei para o céu. Estava lua cheia!.
Acabei o chá e subi os degraus dois a dois. Beijei a orelha do meu marido que nem se mexeu. Se a minha semana foi má, a dele então...
Decidi não o acordar e fui buscar um vibrador, último modelo que ambos tinhamos comprado. Já muito excitada, fui para a casa de banho e introduzi o meu "amante" que vibra e deixei-me levar pelas ondas de prazer que me provocou. Estava quase a vir-me quando o retirei para prolongar a brincadeira por mais um tempinho. Repeti a introdução e quando estava a começar a gemer, a porta abriu-se o o meu marido entrou, sorriu e caminhou para mim. Com doçura, tirou-me o vibrador da vagina, pegou-me em colo e deitou-me na cama. Possuiu-me com intensidade e orgasmo foi brutal. No final, segredou-me: amo-te, podias ter-me acordado, adorei fazer amor a esta hora.
Fechei os olhos e caí num sono profundo, relaxada e apaziguada. Não posso negar que sucumbi aos poderes da lua


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