GATA YNDA

Libertei-me de preconceitos e deitei as unhas de fora. Ganhei coragem para partilhar a minha intimidade. Até agora confissões feitas em silêncio num diário em cujas linhas eu me revelava uma mulher por inteiro. Casada, mãe, empresária, amante e ávida de aventuras. Face aos apelos do meu corpo a instintos carnais frequentes senti-me muitas vezes só. Este blog destina-se a todas nós Gatas(os) em Telhado de Zinco Quente... que querem “ronronar”.P.S. Sou muito sexy a dar marradinhas.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Sob o mesmo chapéu de chuva

Há momentos na vida que nos surgem de rompante e que acabam por revelar-se de uma grande simplicidade e beleza.
Numa destas tardes de chuva intensa, em que só apetece ficar no sofá a ver um bom filme, andava eu na baixa lisboeta. Apesar dos muiros shoppings, ainda existem peças que só se encontram no comércio tradicional e eu tinha urgência em comprar um presente para oferecer ao meu marido no dia dos namorados.
Depois de procurar em duas lojas, encontrei o que queria e já me preparava para sair quando caiu uma verdadeira tromba de água. Eu e outras pessoas juntámo-nos à porta a ver a chuva, à espera que abrandasse. Mesmo ao meu lado, um homem na casa dos cinquenta anos, bem arranjado e com muito charme olhava-me com alguma insistência e naquelas circunstâncias acabei por lhe sorrir. A chuva passou de intensa a fraca e decidida, abri o chapéu e saí. Ainda não tinha dado o primeiro passo já o tal sujeito estava a meu lado enquanto me dizia: "desculpe o atrevimento, mas pretendo ir para o Rossio. Se também for para esse lado agradeço que partilhe o seu chapéu de chuva comigo. Terei todo o gosto em convidáa para tomar café".
Com o ar mais natural do mundo só respondi "concerteza, esteja à vontade. Este tempo está mesmo feio." Fomos andando pela Rua do Ouro e de vez em quando uma grossa gota caída dos toldos das montras e fazia um sonoro ping!
Já no Rossio, o meu companheiro de chapéu, adiantou: "permita-me que entremos nesta pastelaria para saborear-mos um café". Muito obrigada, aceito mas não como troca pela "boleia. Também me apetece sentar um pouco." E assim do nada, ali estive eu duas horas a conversar com um estranho e muito cavalheiro homem que pela conversa evidenciava uma grande experiência de vida. Quando nos separámos, estendeu-me um cartão de visita e lançou: "espero tornar a vê-la em breve" e saiu. Já não chovia, o que até foi pena, pois o meu impulso era continuar a dar-lhe "boleia"

2 Comments:

At 1:13 a.m., Anonymous Anónimo said...

Quer-me parecer que este seu blogue se encontra numa encruzilhada. A continuar na direcção que tem seguido, acabará o mesmo por definhar a cada dia que passa, de que aliás é prova o facto de os seus posts serem cada vez mais intervalados, acabando assim por desaparecer de morte (mesmo que virtual) natural.

 
At 7:03 a.m., Blogger girinhasol said...

estranhamente minha gata, não aproveitaste a oportunidade de desenvolver algo com o tal estranho.
Porque?

e tu viajante? tu és lixado!
E se fizesses um blog para nos cascarmos em cima também?
Onde tá a tua coragem?

 

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