GATA YNDA

Libertei-me de preconceitos e deitei as unhas de fora. Ganhei coragem para partilhar a minha intimidade. Até agora confissões feitas em silêncio num diário em cujas linhas eu me revelava uma mulher por inteiro. Casada, mãe, empresária, amante e ávida de aventuras. Face aos apelos do meu corpo a instintos carnais frequentes senti-me muitas vezes só. Este blog destina-se a todas nós Gatas(os) em Telhado de Zinco Quente... que querem “ronronar”.P.S. Sou muito sexy a dar marradinhas.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Um leito que é um deleite

Estava a tomar um sumo numa esplanada e o meu telemóvel tocou. Era a minha amiga Sofia que precisava de desabafar comigo sobre o casamento dela. Digo-vos que depois de lhe dizer olá, já não tive tempo para falar mais nada porque ela não se calou e textualmente conto-vos o que ouvi:"Estou a atravessar uma fase difícil a nível de sexo e o meu desejo pelo Francisco diminui, ou melhor desapareceu! Ontem ele acusou-me de já não o amar e fiquei de rastos. Estou cansada e nem sempre me apetece fazer amor. Percebes-me?"
Quando articulei que isso é normal, às vezes os casais... ela interrompeu-me e "Ynda, tens de vir comigo agora a minha casa. Sei que não me vais dizer que não. Quero mostrar-te uma coisa e só acredito na tua opinião." Ela acertou, acho que não se recusa ajuda a uma amiga e confesso que também fiquei curiosa. Paguei o sumo que nem bebi e conduzi até casa dela. Quando ela me abriu a porta vi marcas de choro da noite anterior... Oh, minha amiga, pensei.

Afinal ela queria que eu visse o que preparou esta manhã (em que faltou ao trabalho). Levou-me ao quarto e pasmem com a minha amiga como eu que fiquei de boca aberta.
E eu a julgar que a Sofia era muito contida no que toca a sexo. Na semiobscuridade em que entrei quando comecei a visualizar só me apeteceu ter ali o meu gato e senti um brutal desejo de sentir o meu marido dentro de mim.Fiquei imediatamente lubrificada de tanto desejo.
A cama de casal, normalíssima parecia agora saída de um filme. Lençóis de cetim preto e pétalas de rosas carmim espalhadas. Um baú de verga (que comprámos numa feira de artesanato numas férias em Espanha) estava transformado num "altar" de doces pecados como vendas, vibradores que encheriam uma montra, lubrificantes, um escorpião e sei lá mais o quê. Das paredes pendiam finas tiras de seda que esvoaçavam graças a uma ventoinha bem localizada. E do candeeiro do tecto pendiam suportes repletos de velas. Resumindo um cenário tipo mil e uma noites.Olhei para ela e balbuciei ...Sofia e ela despiu o robe e exibiu uma lingerie exótica. Grande Sofia!
Abracei-a e disse-lhe: Vai em frente. Vou buscar o Ricardinho ao colégio e janta e dorme lá em casa. Quanto ao Francisco, querida, arrasa-o até te suplicar que já não aguenta e está mais do que dorido.

Aqui para nós, quem me dera ser mosca e assistir nem que fosse colada ao vidro da janela.

1 Comments:

At 3:09 p.m., Anonymous Anónimo said...

Grande Sofia!... pois... a partir daqui eu mudava o rumo à história. E pra mim seria assim.
Grande Sofia! Abracei-a e fiquei naquele abraço mais tempo do que devia. Estremecemos as duas num tremor de prazer que se prolongou por segundos deliciosos que a nenhuma de nós apetecia que terminassem. E numa de macho condutor daquela relação eu só não fiz com que não terminassem como os prolonguei não me apartando dela... e suavemente puxei-lhe o cinto do robe que escorregou para o chão e sem nunca a largar para que não me fugisse comecei a desapertar a minha própria blusa só com a mão que me restava livre... tão a ver a cena?! Se eu já não conseguia resistir ao que iria desenrolar-se a seguir, ela por sua vez estava rendida e arrepiada do prazer que se adivinhava. Deixámos uma amálgama de roupa no chão e rolámos naquela cama em momentos de intenso prazer. De tão excitadas que estávamos e quase a atingirmos os nossos bem conduzidos orgasmos clitorianos não demos pela chegada... adivinhem!... pois dele mesmo, do marido dela. Quando demos por ele já estava a interpor-se-nos também ele numa excitação que lhe fazia salientar as veias que irrigam o músculo que ora saltava para dentro de mim ora para dentro dela... ups!, tenho que ir fazer o jantar.

 

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