GATA YNDA

Libertei-me de preconceitos e deitei as unhas de fora. Ganhei coragem para partilhar a minha intimidade. Até agora confissões feitas em silêncio num diário em cujas linhas eu me revelava uma mulher por inteiro. Casada, mãe, empresária, amante e ávida de aventuras. Face aos apelos do meu corpo a instintos carnais frequentes senti-me muitas vezes só. Este blog destina-se a todas nós Gatas(os) em Telhado de Zinco Quente... que querem “ronronar”.P.S. Sou muito sexy a dar marradinhas.

terça-feira, setembro 05, 2006

De volta à realidade


Regressei de férias e escolhi este dia como podia ter sido qualquer outro para
iniciar este diário. Levantei-me como é hábito às sete da manhã, bastante bem
disposta para quem se deitou tarde, presa à leitura de um best seller de um
autor estrangeiro que está muito na moda. Para mim, enfrentar mais um dia de
trabalho como fazem a maioria das pessoas é sempre precedido de alguns
exercícios de relaxamento muscular e de um revigorante duche. Engulo à pressa
um iogurte líquido e tomo um café antes de me fazer à estrada.
Durante o lento trajecto a que o excesso de trânsito me obriga fui mentalmente
conduzida pelo tracejado da via enquanto, pela cabeça, me passou uma
lembrança que me excitou e me invadiu de calor.

Já não estava na estrada a caminho do trabalho mas sim num tropical jardim
brasileiro, à noite, apenas iluminado por alguns rústicos candeeiros. Num
canto um grupo tradicional marcava o ritmo. Agarrado a mim, um fabuloso
mulato colava-se literalmente ao meu corpo enquanto me conduzia num sensual e
intimista forró pé de serra. Entre voltas e reviravoltas e depois de duas
caipirinhas só conseguia concentrar-me na ligeira e sábia pressão que a perna
dele fazia sobre a minha púbis. Excitada, apertei-o ainda mais e ele
respondeu-me com uma erecção que me fascinou. Sem pararmos de dançar,
olhámos-nos olhos nos olhos e ele percebeu que eu estava a senti-lo. Anuí não
só com o olhar mas beijei-o na orelha, profundamente. O calor da minha língua
fez com que ele soltasse um gemido enquanto me sussurrou que não aguentava
muito mais. Numa fricção gostosa e dolorosa de tanto prazer a dança assumiu
contornos quase tribais e subitamente senti uma humidade quente que me
apaziguou...
Uma estúpida buzinadela, trouxe-me à realidade. A fila tinha avançado e um
apressadinho queria meter a primeira.

1 Comments:

At 6:14 a.m., Anonymous Anónimo said...

sua devassa!! com o marido no brasil e a pensar na ferramenta do mulato!!!

 

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